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Inadimplência das empresas cresce 4,05% em junho, a segunda menor alta desde janeiro de 2011, aponta indicador do SPC Brasil e CNDL

Por: CNDL Brasil 31 de julho de 2017
Inadimplência das empresas cresce 4,05% em junho, a segunda menor alta desde janeiro de 2011, aponta indicador do SPC Brasil e CNDL

Com empresários segurando investimentos e cautelosos para tomar crédito, volume de atrasos tem crescido menos que em anos anteriores; dívidas com empresas do comércio teve maior alta no período

O volume de empresas com contas em atraso segue crescendo no país, mas em patamares mais moderados que nos últimos anos. De acordo com o indicador de inadimplência de pessoa jurídica calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), no último mês de junho frente igual período de 2016, houve uma alta de 4,05% na quantidade de empresas negativadas. Trata-se do segundo menor crescimento desde janeiro de 2011, início da série histórica. Na comparação mensal entre junho e maio, sem ajuste sazonal, a variação foi de 0,42%, após uma leve queda de -0,16% no mês anterior.

Na avaliação do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o abrandamento da inadimplência das empresas tem acontecido mesmo em meio à crise econômica por conta da maior restrição ao crédito e menor propensão a investir, que trazem redução do endividamento. “A inadimplência entre empresas cresceu de modo acentuado no auge da crise econômica e, ainda continua crescendo, porém a taxas menores. A reversão desse quadro passa pela recuperação da economia e consequentemente do aumento do consumo, que continua em queda” explica Pinheiro.

Entre as regiões analisadas, o Norte foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 5,41%. No Nordeste, a inadimplência cresceu 4,44% e no Sudeste, 4,11%. As regiões Centro-Oeste e Sul apresentaram variações menores do número de devedores: 3,83% e 2,10%, respectivamente.


Dívidas crescem 1,78% em junho; entre setores credores, comércio ganha destaque

Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento na variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: +1,78% a mais em junho frente a igual mês de 2016. Já na passagem de maio de 2017 para o último mês de junho, sem ajuste sazonal, a alta foi de 0,36% no volume de dívidas.

O número de empresas devedoras por ramo da economia mostra que setor de agricultura teve a maior entre o CNPJs negativados: 14,25% em junho na comparação com igual mês do ano passado. Em seguida, destaca-se o segmento de Serviços (6,73%), seguido pela Indústria (3,19%) e pelo Comércio (2,84%).

Já análise por setor crédito – ou seja, para quem as empresas estão devendo – revela que foram as pendências de empresas devidas ao Comércio aquelas que mais cresceram no período, com alta de 6,66%. Em seguida, destaca-se a alta das dívidas ligadas à Indústria (6,59%) e Serviços (0,31%), que englobam bancos e financeiras. As dívidas com o setor de agricultura foram as únicas a cair no período, com queda de -22,01% no período.

Metodologia

O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

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