Desemprego cai para 3,8% e atinge menor patamar da história em Minas Gerais
A taxa de desocupação em Minas Gerais fechou o segundo trimestre de 2026 em 3,8%, apresentando queda de 1,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior, período em que foi estimada em 5%. O resultado se iguala ao menor índice da série histórica, iniciada em 2012, registrado anteriormente no 4º trimestre de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com esses números, a taxa de desocupação em Minas Gerais permanece abaixo da estimada para o Brasil. No País, a taxa alcançou 5,4%, uma redução de 0,7 ponto percentual na mesma base de comparação. Frente ao segundo trimestre de 2025, a taxa de desemprego também recuou 0,2 ponto percentual em Minas Gerais e 0,4 ponto percentual no Brasil.
No segundo trimestre de 2026, a força de trabalho em Minas Gerais era composta por aproximadamente 11,45 milhões de pessoas, um aumento em relação ao trimestre anterior (11,3 milhões) e estatisticamente estável na comparação com o segundo trimestre de 2025 (11,5 milhões). Do total de pessoas na força de trabalho, 11 milhões estavam ocupadas e 437 mil, desocupadas.
Já o nível de ocupação, que considera o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 61,6% em Minas Gerais, apresentando aumento de 1,1 p.p. em relação ao primeiro trimestre de 2026 (60,5%) e queda na comparação com o segundo trimestre do ano anterior (63%).
Carrilho pontua ainda que a taxa de desocupação vem caindo desde o fim da pandemia, quando chegou a se aproximar de 14%. “O que a gente percebe, agora, é uma certa estabilização, ela está chegando num piso. Não tem como descer muito mais”, diz.
Sobre os índices de ocupação, o professor do Ibmec-BH, Luiz Carlos Gama, chama atenção para o fato de a pesquisa considerar os trabalhadores informais. “Então, dizer que a taxa de ocupação está baixa não é porque teve um boom de contratações formais, mas por outras dinâmicas do mercado. O IBGE considera ocupado também os informais, e isso ajuda a explicar também os bons índices”, ressalta.
No cenário nacional, a taxa de desocupação ficou em 5,4% no segundo trimestre, permanecendo acima dos 3,8% registrados em Minas Gerais. O levantamento do IBGE mostra, no entanto, que o rendimento médio do mineiro (R$ 3.463) ainda é menor que o registrado no Brasil (R$ 3.738).
Nesse caso, Carrilho explica que essa é uma tendência que se mantém durante toda a série histórica da pesquisa. “O que a gente observa é que o rendimento em áreas mais rurais acaba sendo um pouco menor do que em áreas urbanas, que tem mais oferta de serviço e como Minas é um Estado muito rural, com o agro muito forte, acaba influenciando”, explica.
Para o economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), João Gabriel Pio, os dados do segundo trimestre reforçam a resiliência do mercado de trabalho, que segue apresentando resultados favoráveis.
Dessa forma, a expectativa, na visão dele, é de continuidade desse cenário, ainda que alguns fatores recomendem cautela. “Embora o ciclo de redução da Selic tenha avançado, a taxa de juros permanece em patamar elevado, mantendo restrições ao consumo e aos investimentos”, afirma.
Com informações do Diário do Comércio
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